
O sistema educacional brasileiro é basicamente composto por dois níveis, educação básica e superior, cada um com seus desdobramentos. Ainda faltariam mencionar as modalidades de ensino, que segunda a LDB seriam: Educação de Jovens e Adultos; Educação Especial e Educação Técnica e Profissionalizante.
Perpassando todo esse sistema, esta a tão famigerada ideologia. A Educação, como haveria de ser, é permeada pela política do meio em que é executada. No Brasil, as chamadas linhas progressistas, criticas, tomam de assalto toda formulação cognitiva a respeito do saber educacional.
Interessante que os educadores, em sua maioria formados em cursos ideologicamente contaminados, ao falar da pedagogia burguesa, dita conservadora, posiciona-se como “uma pedagogia mais crítica”. Palavras evocam significados e significações, principalmente quando imantadas com intenções escusas.
Ao usar a expressão “mais crítica”, automaticamente a intenção revela-se. Ora, se a pedagogia savianista, bourdiesista, libânista ou freiriana é “MAIS” crítica que as outras abordagens pedagógicas, então todas as demais são inferiores, visto que crítica vem de crivar, julgar. Como nomeia-se aqueles que não julgam corretamente os fatos, ou que não são capazes de julgar com a clareza dos “mais críticos”?
Entendo que para julgar algo, é preciso construir toda uma cadeia de argumentos válidos, passando pelos quatro discursos aristotélicos, chegando uma conclusão que, se não verdadeira de fato, que não expresse as contradições do senso comum. Quando vejo isso, preciso recorrer à lógica, e a primeira pessoa que me vêm à mente é Aristóteles, o grande filósofo.
Logo começo a pensar no Liceu aristotélico, ou na academia platônica, ou nos diálogos socráticos, e percebo que a educação exercida por eles é um tanto diferente da atual. Pensando bem, se fosse aplicar o método aristotélico, ou o escolástico, usando as 7 artes liberais como currículo mínimo, como seria chamado tal pedagogia? Parece-me que poderia dizer que sigo uma linha da “crítica da crítica”.
A questão, no final das contas, é óbvia. Ao invés de dizer que tais linhas são marxistas, comunistas, socialistas, materialistas o educador formado nos centros de ensino brasileiros acabam por falsear com o bordão “mais crítica”. Bordão esse que não está ai por acaso, antes servindo ao seu propósito: diminuir o valor de outras propostas ideologicamente diferentes. Mas nomear-se assim não seria interessante, pois as associações à governos perversos e tirânicos como o leninismo-stalinismo russo, o castrismo-chavista cubano-venezuelano, ou o maoísta chinês dentre outros.
No final das contas, penso que nossas mães e pais não iriam querer ver seus filhos, da educação básica, sendo educados por pessoas que têm esses referenciais como modelo educacional-filófico. Também não acredito que jovens que nasceram em famílias estruturadas, com uma educação cristã ou de valorização da vida humana, enveredaria por cursos cuja linha teórica é permeada pelos ideais marxistas que mataram mais gente no mundo do que as guerras.


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